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Campos de altitude com araucária na Serra Catarinense, perto de Lages

Santa Catarina

Hotéis fazenda na Serra Catarinense

Onde o turismo rural brasileiro começou, no frio de verdade. · Atualizado em julho de 2026

Verificados pela equipe

O hotel fazenda que avaliamos aqui

A Serra Catarinense guarda um título que poucas regiões do país podem reivindicar: foi ali, em Lages, que o turismo rural brasileiro nasceu. Ainda nos anos 1980, fazendas de gado da região começaram a abrir as porteiras para hóspede como forma de complementar a renda da pecuária, e o modelo pegou — hoje se replica em fazenda-hotel por todo o Brasil, mas a Serra Catarinense continua com o perfil mais próximo da origem: rotina de lida com o gado, cavalgada em campo aberto em vez de trilha de mata, cozinha em cima de churrasco de fogo de chão.

A paisagem é de planalto, com campos de altitude cobertos de araucária e erva-mate nativa. São Joaquim, cidade vizinha de Lages, soma outro atrativo: pomar de maçã e, mais recentemente, vinícolas de altitude que aproveitam o mesmo frio que rendeu à cidade a fama de mais fria do Brasil.

Como chegar

Partindo de Florianópolis, o trajeto até Lages segue pela BR-282, entre 200 e 230 km dependendo do ponto exato de destino — viagem de 3h a 3h30, com trecho de serra que ganha curvas fechadas e neblina repentina na subida. São Joaquim fica ainda mais distante, exigindo mais 1h a 1h30 de estrada a partir de Lages. Em dia de inverno vale sair com tanque cheio e checar previsão do tempo antes, porque a neblina na BR-282 pode fechar visibilidade sem aviso.

Quando ir

Julho e agosto concentram quem quer ver geada de verdade pela manhã, e em anos de frente fria mais forte a possibilidade de neve nos campos mais altos perto de São Joaquim atrai gente do Brasil inteiro. É também a época de maior procura e preço mais alto. Fora do inverno, a região segue com clima ameno de dia e frio à noite mesmo no verão, sem a lotação da alta temporada — boa alternativa para quem quer sossego e não faz questão da geada. Em São Joaquim, a colheita de maçã acontece entre janeiro e março e vira programa à parte.

O que esperar dos hotéis daqui

O hóspede típico busca frio de verdade, comida farta e rotina de fazenda de gado em funcionamento — famílias, grupos de amigos e casais mais velhos dividem espaço em proporção parecida, diferente do perfil mais jovem de outras regiões de hotel fazenda. A diária costuma ficar entre R$ 500 e R$ 1.200 o casal em pensão completa e sobe consideravelmente em julho pela procura por frio. Lareira em quarto é item comum, e boa parte das propriedades oferece cavalgada guiada como parte do pacote, não como passeio à parte.

Para combinar com a hospedagem

A Serra do Rio do Rastro, na divisa com o Sul do estado, é considerada uma das estradas mais bonitas do Brasil, com mirante para as curvas fechadas descendo a serra, e vale o desvio mesmo para quem não vai seguir viagem por ali. São Joaquim soma pomar de maçã aberto à visitação na época da colheita e vinícolas de altitude que começam a ganhar rótulo próprio. Em Lages, o Museu Thiago de Castro e o centro histórico da cidade completam meio dia de passeio urbano para quem quer sair da fazenda sem ir muito longe.

Ainda em Santa Catarina

Perguntas frequentes sobre Serra Catarinense

Por que a Serra Catarinense é chamada de berço do turismo rural no Brasil?

Porque foi em Lages, ainda nos anos 1980, que fazendas de gado começaram a receber hóspede como atividade paralela à pecuária, formato que depois se espalhou para outras regiões do país.

Neva de verdade na Serra Catarinense?

Em anos raros, sim, principalmente perto de São Joaquim, a cidade mais fria do Brasil em registros históricos. O mais comum, porém, é geada forte nas manhãs de julho e agosto, não neve.

Quanto tempo de viagem de Florianópolis até Lages?

Cerca de 200 a 230 km pela BR-282, viagem que costuma levar entre 3h e 3h30, com trecho de serra sinuoso e sujeito a neblina no inverno.

Os hotéis fazenda da Serra Catarinense têm mesmo atividade de gado ativa?

Boa parte sim. Muitas propriedades seguem com pecuária de verdade em funcionamento, e é justamente essa tradição que deu origem ao turismo rural na região.

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